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  • XIII SBBI – Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica

    XIII SBBI – Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica

    A Comissão Brasileira de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CBBI) organizou, no Campus São Paulo do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), o XIII Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (SBBI). O evento, de abrangência nacional, ocorreu entre 13 e 15 de novembro de 2025, em São Paulo, reunindo profissionais e equipes de bibliotecas de todas as Instituições Federais da Rede EPCT, tendo o IFSP como instituição anfitriã.

    Ao longo de sua trajetória, o SBBI tem se afirmado como espaço de formação, integração e articulação das bibliotecas da Rede Federal, dedicado à divulgação, discussão e compartilhamento de informações e experiências em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Nesta edição o encontro foi planejado com foco na qualificação das práticas profissionais e na melhoria dos serviços oferecidos às comunidades acadêmicas e à sociedade.

    Em 2025, o seminário teve como tema central Gestão inovadora de bibliotecas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica em territórios diversos: desafios e estratégias. A programação foi organizada em dois eixos: gestão de bibliotecas, incluindo acessibilidade, novas tecnologias e modelos de gestão; e impactos socioculturais das bibliotecas, com foco na atuação junto às comunidades e nos efeitos das ações nos diferentes territórios em que as instituições estão inseridas.

    O evento foi encerrado em 15 de novembro com visita técnica à Biblioteca de São Paulo (BSP). A atividade marcou o fim do SBBI e reafirmou o compromisso da CBBI e das bibliotecas da Rede Federal com a inovação, a formação continuada e o aprimoramento dos serviços de informação.

    Veja as fotos do evento:

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    Assista as transmissões:

  • Repositórios dos Institutos Federais na Ciência Aberta: Experiências de IFMG, IFAL e IFAP

    Repositórios dos Institutos Federais na Ciência Aberta: Experiências de IFMG, IFAL e IFAP

    A CBBI realizou uma live para discutir os caminhos dos repositórios institucionais, reunindo representantes do IFMG, IFAL e IFAP, sob mediação de Aparecida Rodrigues.

    O evento destacou avanços, desafios e soluções para ampliar o acesso à produção científica dos institutos federais.

    Aparecida Rodrigues, como mediadora, pontuou a importância de integrar os repositórios à gestão das instituições, não apenas como tarefa de biblioteca, mas como parte estratégica. Em sua condução, reforçou:

    “Nossa live pretende mostrar não só teoria, mas também experiências práticas e coletivas.”

    Rejane Valéria dos Santos, do IFMG, trouxe o contexto do acesso aberto com foco nas duas vias, dourada e verde, e explicou a estrutura adotada no repositório do instituto.

    Rejane destacou:

    “Por acesso aberto, entende-se a disponibilidade livre na internet da literatura de caráter científico ou acadêmico, sem barreira, custos ou registros.”

    O repositório do IFMG, lançado após quatro anos de planejamento, organiza o acervo por tipo de produção e opera em regime de autodepósito, já somando mais de dois mil itens.

    Robson Beatriz de Souza, do IFAL, relatou a trajetória do REDFAL, que começou em 2019 com visitas técnicas e a formação de uma comissão de bibliotecários.

    O repositório tornou possível reunir e divulgar a produção dos campi, além de envolver a comunidade acadêmica na identidade e operação do serviço. Para além disso, houve a expansão das fronteiras do alcance da produção acadêmica do IFAL, como destaca o profissional:

    “A gente encurtou as distâncias e publicizou nossas pesquisas, não só dentro da comunidade, mas ampliou para o mundo.”

    Susana Cardoso, do IFAP, compartilhou a experiência da implementação do repositório, e deu destaque a recente migração do RIFAP para uma versão mais avançada do DSpace, como relata na live:

    “Em junho de 2025 conseguimos fazer essa migração… Então a gente deu um salto.”

    A atualização trouxe melhorias de busca, integração com portais e envolveu a Rede Norte de Repositórios Digitais no suporte técnico.

    Entre os principais desafios, os participantes citaram a falta de pessoal dedicado e suporte de TI constante para garantir atualizações e integração do sistema.

    A live também abordou a integração das plataformas nacionais e internacionais, como Oasis BR e LA Referencia, e anunciou a participação dos repositórios federais no Programa de Governança Colaborativa de Pós-Graduação (GOPG) para envio automático de dados à CAPES.

    Os convidados reforçaram que políticas institucionais claras, fluxos bem definidos de autodepósito e parcerias regionais são necessários para fortalecer e manter os repositórios.

    Os repositórios podem ser acessados em: IFMGIFAL, e IFAP.

    O portal Oasis BR está em https://oasisbr.ibict.br.

    O debate reforçou o papel dos repositórios para dar visibilidade, preservar e democratizar a ciência produzida nos institutos federais brasileiros.

    A íntegra da live está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=bywlSxo1X2c.

  • CBBI  participa de reunião sobre modelagem de repositório de dados de pesquisa para os Institutos Federais

    CBBI participa de reunião sobre modelagem de repositório de dados de pesquisa para os Institutos Federais

    A convite da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), realizou-se durante a Conferência Lusófona de Ciência Aberta (ConfOA), em Goiânia, uma reunião estratégica para debater a proposta de modelagem de um repositório de dados de pesquisa direcionado aos Institutos Federais. Esta iniciativa, originada no âmbito do Fórum de Pró-Reitores dos Institutos Federais, tem como objetivo fortalecer tanto a gestão quanto a interoperabilidade de dados científicos no Brasil.

    O encontro reuniu representantes da RNP, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), do Núcleo de Dados de Pesquisa (NDP) — vinculado à Rede Brasileira de Repositórios Digitais —, do Fórum de Pró-Reitores das Universidades e Institutos Federais e do Comitê Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CBBI).

    Entre os participantes, destacou-se a presença da bibliotecária Vanessa Cavalcanti, Assessora dos Repositórios Digitais do IFRN e bolsista do NDP na região Nordeste. Sua pesquisa de doutorado, recentemente desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da UFSC, apresenta recomendações de elementos fundamentais para a infraestrutura organizacional dos repositórios institucionais dos IF. Esse trabalho será utilizado como referência para identificar os Institutos Federais mais preparados para participar da fase inicial do projeto, contribuindo assim para a consolidação do repositório de dados de pesquisa.

    A Comissão Brasileira das Bibliotecas da Rede Federal, presidida por Patrícia Oliveira (IF Goiano), acompanhou atentamente as discussões, reforçando o papel essencial das bibliotecas e dos repositórios institucionais no avanço da ciência aberta e na democratização do acesso aos dados de pesquisa. Como encaminhamento, a CBBI, por meio de seu Grupo de Trabalho de Repositórios Digitais, promoverá diversas ações para viabilizar e expandir a implementação de repositórios de dados em toda a Rede Federal.

  • XIII SBBI está chegando

    XIII SBBI está chegando

    O Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (SBBI) chega à sua 13ª edição em 2025. Este é um evento nacional e acontecerá de 13 a 15 de novembro.

    Neste ano, o Instituto Federal de São Paulo (IFSP), por meio da Coordenadoria de Bibliotecas, será o anfitrião do SBBI, que ocorrerá no Campus São Paulo.

    Desde sua criação, o SBBI tem promovido a capacitação de equipes bibliotecárias de todas as Instituições Federais da Rede EPCT, priorizando a troca, o debate e a disseminação de informações e experiências relevantes para a Biblioteconomia e a Ciência da Informação, que fazem parte da realidade cotidiana das bibliotecas da Rede Federal e contribuem para o aprimoramento dos serviços oferecidos.

    O tema desta edição será: “Gestão inovadora de Bibliotecas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica em territórios diversos: desafios e estratégias”.

    O evento conta com dois eixos principais: um dedicado à gestão de bibliotecas de maneira ampla, englobando acessibilidade e o uso de novas tecnologias, e o outro focado nos impactos socioculturais das bibliotecas em suas respectivas comunidades.

    A participação é gratuita e as inscrições podem ser feitas através do link: https://www.even3.com.br/xiii-sbbisp-594960/

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  • CBBI convida para a Live Vivências de Ações Culturais no Sistema de Bibliotecas

    CBBI convida para a Live Vivências de Ações Culturais no Sistema de Bibliotecas

    A Comissão Brasileira de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica – CBBI , convida você para uma live sobre VIVÊNCIAS DE AÇÕES CULTURAIS NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS , no dia 18/06/2025, das 09h às 11h.
    Link da transmissão:

    Inscreva-se e participe!
    https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe-6cv3SEV5YMycj2941Pt7ea_3pPzQAD8DF85rIAg1T7XFjw/viewform?usp=header

  • Live: Aquisições para Bibliotecas dos Institutos Federais

    Live: Aquisições para Bibliotecas dos Institutos Federais

    Neste mês, aconteceu a primeira live da CBBI (Comissão Brasileira de Bibliotecas dos Institutos Federais) em 2025, reunindo bibliotecárias e gestores públicos em um importante momento de capacitação sobre aquisições para bibliotecas à luz da Nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021). Com representantes dos Institutos Federais do Paraná e do Sertão Pernambucano, e mediado pela presidente da CBBI, Patrícia Oliveira (IFGOIANO), o evento abordou de forma prática e reflexiva as mudanças legislativas, os novos papéis dos bibliotecários e as estratégias para garantir recursos e fortalecer a atuação das bibliotecas nas redes federais de ensino.

    Se você atua com gestão de bibliotecas públicas, principalmente institucionais, prepare-se: este post é um verdadeiro guia prático sobre como planejar, executar e acompanhar aquisições com base na nova legislação.

    1. Por que falar sobre aquisições para bibliotecas é essencial em 2025?

    As bibliotecas dos Institutos Federais (IF), como espaços de acesso à informação, apoio pedagógico, fomento à pesquisa e inclusão social, têm sofrido com desafios históricos relacionados ao orçamento, estrutura e reconhecimento institucional. Porém, a nova legislação sobre contratações públicas tem o potencial de reposicionar o papel das bibliotecas e, principalmente, das(os) bibliotecárias(os), ao exigirem planejamento técnico, documentação robusta e articulação com diversas áreas da instituição.

    2. O que mudou com a Lei 14.133/2021?

    A nova lei, sancionada em abril de 2021, substitui a antiga Lei 8.666/93, a Lei do Pregão (10.520/2002) e o Regime Diferenciado de Contratações – RDC (12.462/2011), criando uma legislação mais moderna, eficiente, transparente e planejada.

    As principais mudanças incluem:

    • Obrigatoriedade de Planejamento das Contratações – com o Plano Anual de Contratações (PAC), estudo técnico preliminar (ETP), termo de referência (TR), e pesquisa de preços.
    • Uso prioritário do Pregão Eletrônico e Registro de Preços para compras recorrentes como livros e materiais de acervo.
    • Novos critérios de julgamento como melhor técnica, maior retorno econômico, entre outros (não apenas menor preço).
    • Criação do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) como repositório nacional e ferramenta de transparência.

    3. O bibliotecário como agente ativo no processo de aquisição

    A fala da bibliotecária Tatiane Lemos (IF Sertão-PE) destacou que a centralidade do planejamento na nova lei tornou o papel do bibliotecário ainda mais essencial em todas as etapas: da justificativa da necessidade até a avaliação de propostas, fiscalização de contratos e controle patrimonial.

    Entre os pontos levantados:

    • O bibliotecário participa ativamente das quatro etapas principais da contratação:
    1. Planejamento da compra
    2. Justificativa técnica da aquisição
    3. Julgamento e seleção das propostas
    4. Execução e fiscalização do contrato
    • A biblioteca precisa estar prevista no PAC para o ano seguinte — isso significa que o planejamento das compras de 2026 precisa ser registrado em 2025.
    • Documentos fundamentais como o ETP e o TR devem ser redigidos com expertise técnica e argumentação robusta, justificando os critérios, necessidades específicas e benefícios institucionais daquela aquisição.

    4. O domínio de plataformas e modelos digitais é indispensável

    A bibliotecária Evandra Campos Castro (IFPR) apresentou um verdadeiro tutorial prático sobre como acessar, adaptar e implementar os modelos oficiais de documentos utilizados em contratações públicas, disponíveis nas plataformas do Governo Federal, como:

    • Portal de Compras do Governo Federal (compras.gov.br)
    • Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP)
    • Sistema ETP Digital
    • Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), com cursos gratuitos

    Ela mostrou como encontrar exemplos prontos de ETP e TR, disponíveis de outras instituições (como Universidades Federais, Ministérios, outros IFs), permitindo um processo de “copiar, adaptar e otimizar” com responsabilidade técnica. Esses documentos funcionam como base para aquisições de:

    • Bibliotecas virtuais (Minha Biblioteca, Pearson etc.)
    • Sistemas de gerenciamento de bibliotecas
    • Equipamentos como sistemas antifurto
    • Obras especializadas, bases de dados, audiolivros, livros em braile, entre outros.

    Ela destaca: “Bibliotecários precisam ser gestores públicos da informação, e isso exige conhecimento técnico, domínio de plataformas e articulação institucional”.

    5. O valor do Estudo Técnico Preliminar (ETP)

    Edson Barbosa, diretor de Planejamento e Gestão do IF Sertão-PE, apresentou uma aula sobre o ETP – Estudo Técnico Preliminar, considerado o coração do processo.

    “É nesse documento que identificamos o problema, consultamos o mercado e apontamos a melhor solução.”

    Ele defende a formação de uma Equipe de Planejamento da Contratação com três pilares essenciais:

    • Representante da área demandante (ex: biblioteca)
    • Representante da área técnica (ex: TI, administração)
    • Representante da área de licitações

    Além disso, Edson mostrou como usar ferramentas de inteligência artificial (como o ChatGPT) para montar justificativas, levantar soluções, gerar rascunhos de TR e ETP com base em contexto, marco legal e experiências anteriores.

    6. Estratégias para conquistar orçamento e visibilidade para as bibliotecas

    Em resposta a uma das questões do público, os palestrantes trouxeram orientações práticas sobre como sair do papel de “mero demandante” e se tornar protagonista do processo de compras:

    ? Dicas para bibliotecários disputarem recursos:

    • Domine o planejamento – saiba exatamente o que quer comprar e justifique bem.
    • Conheça o orçamento institucional – acompanhe o PAC, a Lei Orçamentária Anual (LOA) e o PDI.
    • Seja proativo – redija o ETP, TR e comece antes a mapear fornecedores.
    • Mantenha o acervo atualizado de forma a atender os requisitos exigidos pelas avaliações institucionais (ENADE, INEP).
    • Forme alianças internas com setores de ensino, pesquisa, administração e contabilidade.
    • Capacite-se continuamente – domine a legislação, estude sobre aquisição pública e entenda o sistema de compras.

    Como destaca Evandra:

    “Nós, bibliotecárias e bibliotecários, somos gestores públicos. Nosso compromisso ético-político com a educação exige que tenhamos protagonismo técnico e institucional.”

    7. Caminho para o futuro: inteligência artificial, colaboração e atualização constante

    A mensagem final da live foi clara: a aquisição para bibliotecas é um ato estratégico, documental, técnico e político. E precisa do protagonismo de quem mais conhece o serviço: bibliotecárias e bibliotecários .

    Ferramentas como a Inteligência Artificial, plataformas de governo digital, documentações compartilhadas entre IFs e capacitações como as ofertadas pela ENAP e CBBI são aliadas poderosas.

    Além disso, a organização em consórcios, grupamentos e atuação por colegiado (como no caso da CBBI) favorece o fortalecimento institucional da política de bibliotecas.

    ? Conclusão

    A nova Lei de Licitações nos convida a romper com práticas informais do passado, investir no planejamento e controle técnico, e dar às bibliotecas o protagonismo que sempre mereceram. Com base nos aprendizados da live, fica evidente que o futuro das aquisições está em nossas mãos — com método, ações coletivas e pensamento estratégico.

    Se você é bibliotecário ou gestor da informação, prepare-se: 2025 é o ano da virada para a cultura de planejamento nas bibliotecas públicas.

    ? Recursos e links úteis:

    A live na íntegra está disponível no canal oficial da CBBI. Acesse, compartilhe com sua rede e fortaleça a luta por bibliotecas públicas mais estruturadas e protagonistas no cenário educacional brasileiro.